Vitiligo

O diagnóstico correto é o primeiro e mais importante passo para um tratamento eficaz, especialmente em doenças crônicas de pele.

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As manchas brancas não definem quem você é. Mas merecem um médico que leve a sério o que você sente e ofereça o melhor tratamento disponível.


Se você convive com vitiligo, sabe que o impacto vai muito além da pele. As perguntas constrangedoras, os olhares, a insegurança de usar roupas que mostrem as manchas, e a sensação de que "não tem o que fazer" são experiências comuns de quem vive com essa condição. Mas o cenário mudou. Novos tratamentos estão transformando as possibilidades de repigmentação e controle do vitiligo. Abaixo, explico o que é, como trato e por que este é um dos momentos mais promissores para quem busca tratamento.


O que é Vitiligo?


O vitiligo é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico ataca e destrói os melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina (o pigmento que dá cor à pele). Isso provoca manchas brancas bem delimitadas que podem surgir em qualquer parte do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, genitais e couro cabeludo. Afeta cerca de 0,5 a 2% da população mundial, sem distinção de gênero ou etnia, e pode surgir em qualquer idade (com pico entre 10 e 30 anos). Não é contagioso, não é causado por alimentação e não é "frescura". É uma doença que merece tratamento sério e acolhimento.


Quais são os tipos de vitiligo que eu trato?


  • Vitiligo não segmentar (generalizado): o tipo mais comum, com manchas simétricas que podem surgir em qualquer região do corpo e tendem a progredir ao longo do tempo

  • Vitiligo segmentar (unilateral): manchas que acometem apenas um lado do corpo, em distribuição que segue um dermátomo. Costuma estabilizar mais rápido, mas responde de forma diferente ao tratamento

  • Vitiligo focal: poucas manchas isoladas em uma área específica, sem padrão segmentar ou generalizado definido

  • Vitiligo acrofacial: manchas predominantemente no rosto (ao redor da boca e olhos) e nas extremidades (pontas dos dedos, dorso das mãos, pés). Um dos padrões com maior impacto estético e emocional

  • Vitiligo acrofacial: manchas predominantemente no rosto (ao redor da boca e olhos) e nas extremidades (pontas dos dedos, dorso das mãos, pés). Um dos padrões com maior impacto estético e emocional

  • Vitiligo universal: perda de pigmento em mais de 80% da superfície corporal. Casos raros que exigem abordagem diferenciada

  • Vitiligo em atividade vs. estável: a distinção entre vitiligo que está progredindo ativamente e vitiligo estabilizado é fundamental para definir a estratégia terapêutica


Como é a minha abordagem para tratar vitiligo?


Tratar vitiligo exige paciência, consistência e uma estratégia que atue em duas frentes simultâneas: estabilizar a doença (parar a destruição dos melanócitos) e estimular a repigmentação. Minha abordagem integra:


  • Avaliação da atividade da doença: antes de qualquer tratamento, determino se o vitiligo está ativo (novas manchas surgindo, manchas existentes crescendo) ou estável. Isso muda completamente a estratégia. Uso critérios clínicos, luz de Wood e dermatoscopia para essa classificação

  • Tratamento tópico de primeira linha: corticoides tópicos de média e alta potência em esquemas intermitentes (para evitar efeitos colaterais) e inibidores de calcineurina (tacrolimo, pimecrolimo) para áreas sensíveis como rosto, pescoço e genitais. A escolha do ativo depende da localização, da extensão e da idade do paciente

  • Ruxolitinibe tópico (quando disponível): o primeiro medicamento aprovado especificamente para repigmentação do vitiligo. É um inibidor de JAK tópico que representa uma mudança de paradigma no tratamento. Discuto indicação, expectativas e acesso com cada paciente

  • Fototerapia UVB narrowband: o tratamento com maior evidência para repigmentação em vitiligo extenso. Oriento sobre indicação, frequência, duração esperada e encaminho para centros de fototerapia de confiança quando prescrevo este tratamento

  • Tratamento sistêmico para estabilização: em casos de vitiligo em progressão rápida, minipulsos de corticoide oral ou outros imunossupressores podem ser necessários para frear a atividade da doença antes de iniciar estratégias de repigmentação

  • Rastreamento de autoimunidade associada: vitiligo se associa a outras doenças autoimunes, especialmente tireoidite de Hashimoto (presente em até 20% dos pacientes). Solicito exames de função tireoidiana e outros marcadores conforme o quadro clínico

  • Fotoproteção inteligente: as áreas despigmentadas não têm proteção natural contra o sol e queimam com facilidade. Oriento fotoproteção adequada que protege sem impedir a fototerapia e sem agredir a pele com produtos inadequados. Todos os protetores que indico são biocompatíveis e veganos

  • Suporte emocional e qualidade de vida: o vitiligo tem impacto psicológico significativo, especialmente em adolescentes e pessoas de pele mais escura (onde o contraste é maior). Abordo esse tema com seriedade, sem minimizar, e encaminho para suporte psicológico quando indicado


O objetivo é estabilizar a doença, repigmentar o máximo possível e, acima de tudo, ajudar cada paciente a construir uma relação mais leve com a própria pele, independentemente do resultado cosmético.


Quanto tempo leva para ver resultados?


A repigmentação do vitiligo é um processo lento que exige paciência. Os primeiros sinais de repigmentação (pequenos pontos de cor dentro das manchas brancas) costumam aparecer entre 2 e 4 meses de tratamento consistente. A repigmentação significativa pode levar de 6 a 12 meses ou mais. O rosto e o pescoço costumam responder melhor e mais rápido que as extremidades (mãos, pés, dedos), que são as áreas mais resistentes ao tratamento. A fototerapia, quando indicada, geralmente requer entre 6 e 12 meses de sessões regulares (2 a 3 vezes por semana) para resultados expressivos. É fundamental manter expectativas realistas e celebrar cada progresso ao longo do caminho.


Quanto custa o tratamento?


Os valores variam conforme a complexidade e a extensão do vitiligo. A primeira consulta é detalhada (60 a 90 minutos) e inclui exame completo com luz de Wood, mapeamento fotográfico de todas as manchas, classificação do tipo e da atividade da doença, rastreamento de autoimunidade, revisão de tratamentos anteriores e definição do plano terapêutico. Seguimentos podem ser feitos por teleconsulta com monitoramento fotográfico padronizado para acompanhar a repigmentação ao longo dos meses. Não trabalho com convênios e emito recibo para reembolso. Entre em contato pelo WhatsApp para valores atualizados.


Como funciona a jornada de tratamento?


  1. Primeira Consulta (presencial, 60 a 90 min). Avaliação completa: exame com luz de Wood para delimitar todas as manchas (inclusive as não visíveis a olho nu), dermatoscopia para avaliar sinais de atividade e reserva melanocítica, classificação do tipo de vitiligo, mapeamento fotográfico, exames laboratoriais (função tireoidiana, anticorpos, hemograma) e definição da estratégia.

  2. Plano Terapêutico Personalizado. Você recebe um plano escrito com: tratamento tópico detalhado (qual ativo, onde aplicar, com que frequência), indicação ou não de fototerapia, tratamento sistêmico se necessário para estabilização, rotina de fotoproteção, e cronograma de expectativas realistas (quando esperar os primeiros sinais de repigmentação).

  3. Seguimentos por Teleconsulta (mensal nos primeiros 6 meses). Monitoramento fotográfico comparativo para documentar a repigmentação, ajuste de tratamentos, avaliação de tolerância, suporte emocional e motivacional. A teleconsulta funciona muito bem para vitiligo porque a evolução é lenta e o acompanhamento fotográfico permite comparações objetivas.

  4. Reavaliação Presencial (a cada 4 a 6 meses). Novo exame com luz de Wood para avaliar áreas que não aparecem bem em fotos, reavaliação da atividade da doença, decisão sobre manutenção ou mudança de estratégia, e repetição de exames laboratoriais quando indicado.

  5. Acompanhamento de Longo Prazo. O vitiligo exige acompanhamento contínuo, mesmo após repigmentação, porque recidivas podem acontecer. O plano de manutenção inclui tratamento tópico intermitente nas áreas repigmentadas, fotoproteção continuada e monitoramento regular para detectar novos focos precocemente.


Que resultados posso esperar?


Os resultados variam conforme o tipo de vitiligo, a localização das manchas e a consistência do tratamento. De forma geral, o rosto e o tronco apresentam as melhores taxas de repigmentação (até 70 a 80% com fototerapia combinada a tópicos). Mãos, pés e lábios são as áreas mais desafiadoras, com taxas de resposta menores. Com o ruxolitinibe tópico, estudos mostram repigmentação facial significativa em até 50% dos pacientes em 6 meses. O mais importante é que cada ponto de pigmento reconquistado faz diferença para quem convive com o vitiligo. Meus pacientes relatam não só a melhora estética, mas a recuperação da confiança em se expor, de usar roupas que antes evitavam e de parar de se preocupar com olhares alheios.


Alimentação influencia o vitiligo?


Não existe uma dieta que cure o vitiligo, e é importante ter cuidado com informações sensacionalistas que circulam na internet. Porém, como o vitiligo é uma doença autoimune, tudo o que modula o sistema imunológico pode ter algum papel. Uma alimentação rica em antioxidantes (frutas, verduras, legumes variados) ajuda a combater o estresse oxidativo, que é um dos mecanismos envolvidos na destruição dos melanócitos. Suplementação com vitamina D, vitamina B12, ácido fólico e zinco é avaliada caso a caso, pois deficiências desses nutrientes são comuns em pacientes com vitiligo. Na minha abordagem, oriento alimentação anti-inflamatória como complemento ao tratamento, sem promessas milagrosas e sem dietas restritivas sem fundamento.


O que diferencia minha abordagem?


  • Classificação precisa antes de tratar. Determino o tipo, o padrão e a atividade do vitiligo antes de prescrever qualquer coisa, porque cada situação exige uma estratégia diferente

  • Acesso ao que há de mais novo. Conheço e oriento sobre tratamentos de última geração como ruxolitinibe tópico e inibidores de JAK, discutindo indicação, expectativas e acesso com transparência

  • Monitoramento fotográfico objetivo. Uso comparação fotográfica padronizada para documentar a repigmentação ao longo do tempo, porque no dia a dia é difícil perceber mudanças graduais

  • Rastreamento de autoimunidade. Investigo tireoidite e outras condições autoimunes associadas que muitas vezes passam despercebidas e podem afetar a saúde geral

  • 100% vegano e livre de crueldade. Todos os protetores solares, emolientes e produtos que indico são veganos, biocompatíveis e livres de fragrâncias

  • Teleconsulta como pilar do acompanhamento. O vitiligo evolui lentamente e se adapta muito bem ao seguimento online com fotos padronizadas. Atendo pacientes de todo o Brasil

  • Acolhimento real do impacto emocional. Não minimizo o que você sente. Abordo o impacto psicológico com seriedade e encaminho para suporte especializado quando indicado


Vitiligo tem cura?


Até o momento, o vitiligo não tem cura definitiva. Mas vivemos um momento de avanço sem precedentes no tratamento dessa doença. O ruxolitinibe tópico foi o primeiro medicamento aprovado especificamente para vitiligo na história, e outros inibidores de JAK (tópicos e orais) estão em diferentes fases de estudo. A repigmentação é possível e real para muitos pacientes, especialmente nas áreas do rosto e do tronco. Mesmo quando a repigmentação completa não é alcançada, o controle da progressão e a melhora parcial já fazem diferença significativa na qualidade de vida. Meu compromisso é acompanhar cada paciente com o melhor tratamento disponível, com honestidade sobre o que é possível e com esperança fundamentada na ciência que está evoluindo rapidamente.

Atendo presencialmente em São Paulo/SP e por teleconsulta para todo o Brasil. O vitiligo é uma das condições com excelente adaptação ao acompanhamento online com fotos padronizadas.

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